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Dilma Rousseff muda o visual e marqueteiros divergem sobre o seu efeito
13/01 - 13:58 - Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo

SÃO PAULO - Com os cabelos mais claros e repicados, sem óculos, usando maquiagem, um colar de pérolas e um terno de duas cores. Foi assim que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, apareceu na 36ª Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro, realizada na segunda-feira, no Parque Anhembi, em São Paulo. Apesar das atenções voltadas ao novo visual de Dilma, marqueteiros divergem sobre seus efeitos em uma possível candidatura à presidência da República em 2010.

 

Novo visual de Dilma

Para Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira dos Consultores Políticos (ABCOP) e autor, entre outros, do livro 'Estratégias Eleitorais e Marketing Político' (Editora Summus), a ministra fez uma “grande besteira” ao mudar o visual e isso pode atrapalhá-la na próxima eleição. “Como candidata, ela estava muito melhor com o visual antigo. Agora, está bem mais jovem e, para a candidatura, não sei até onde isso ajuda. Para mim, atrapalha”, afirma.

Segundo Manhanelli, além de parecer uma pessoa mais séria, a aparência antiga dava a Dilma a imagem de “mãe” e “protetora dos pobres”, o que poderia lhe contar pontos a favor na disputa. “A imagem era mais crível. Com certeza pesou a plástica que ela fez”, diz.

A assessoria do ministério não confirma as possíveis cirurgias no rosto e no pescoço que a ministra teria realizado no final do ano passado em Porto Alegre (RS), mas, para o marqueteiro, as intervenções estéticas são nítidas. “Você percebe que foi tirado o bigode xadrez (sinais de expressão em volta da boca e no queixo). Ou ela fez plástica ou colocou botox para esticar a cara”, arrisca.

O marqueteiro, que, em 2008, foi consultor de 14 candidatos a prefeito, considera as ações corretivas bem-vindas, como a retirada de pálpebras caídas. Mas discorda de cirurgias puramente estéticas. “Ela parece querer mentir a idade. Não tem necessidade de fazer isso se ela quer partir para campanha de presidente, onde a experiência é o que conta mais”, afirma.

O consultor em marketing político Chico Santa Rita, que elegeu cinco prefeitos no 1º turno das eleições de 2008, também é contra grandes mudanças no visual e afirma que a “cirurgia plástica pode parecer um mascaramento da realidade”. “Não faço esse tipo de coisa, o candidato tem que ser apresentado dentro do que ele é. O que faço é procurar o melhor ângulo e roupas adequadas”, conta.

Santa Rita, que diz nunca ter “colocado ou retirado óculos de candidato”, considera que a mudança de Dilma não deve acrescer ou diminuir os seus possíveis votos. “O fundamental é ter bom conteúdo e estar bem inserido no momento eleitoral. A pessoa é o que é, não ganha pintando o cabelo”, completa.

Nelson Biondi Filho, marqueteiro do prefeito reeleito de Curitiba em 2008, Beto Richa, considera que a nova imagem de Dilma Roussef vai facilitar fotografias e aparições na TV se ela for candidata. Ele, que já modificou os óculos de Paulo Maluf (PP), diz que a aparência da ministra ficou “menos agressiva”. “Ela ficou bem melhor. Mexeu nos olhos, nas pálpebras e tirou o bigode japonês. Está com a aparência mais descansada”, afirma.

Outro ponto que Biondi destaca é o visual menos “austero e mal- humorado” que, para ele, deverá favorecê-la em uma eleição mais digital. “Ela não tinha grandes cuidados, tinha ar de senhora de 61 anos. Agora, continua com ar de senhora, mas mais bem cuidada. Dilma teve só ganho de imagem, não vejo prejuízo”, disse.

 

Para analistas, candidatos não são 'produtos' em prateleiras

O estadão on line

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac274074,0.htm

Segunda-feira, 7 de novembro de 2008, 10:20 | Online

Especialistas ouvidos pelo 'estadao.com.br' acreditam que a função do marketing político é lapidar o candidato

Andréia Sadi e Gisele Silva, do estadao.com.br

SÃO PAULO - Campanha de marketing não faz milagre. Vender candidatos em uma eleição como "produtos" expostos em prateleiras de supermercado não é tarefa fácil e exige mais do leque de ofertas dos candidatos ao eleitorado do que da própria estratégia de campanha. Em entrevista ao estadao.com.br, especialistas e profissionais da área explicam que o marketing político tem a função de moldar o candidato mas não tira nem põe nada neles - pelo contrário.

"É alguém (o marqueteiro) que lapida, vai ressaltar o que tem de bom e esconder os pontos negativos", disse José Paulo Martins Junior, cientista político e professor da Fundação da Escola de Sociologia Política de São Paulo. Para exemplificar, ele cita um dos publicitários mais conhecidos do País, por ter realizado campanhas como a do presidente Luiz Inácio Lula a Silva. "Ele (Duda) conseguiu tornar mais palatável dois candidatos de mais difícil digestão: Paulo Maluf e o Lula. Não digo que ele construiu nenhum dos dois, mas ele conseguiu lapidar para melhorar".

José Paulo Martins Junior, acredita que não existe candidato que "decola" sem que ele tenha algo a mais para oferecer ao eleitorado. Segundo o analista, não é o marketing quem constrói o candidato - este já existe e só precisa de retoques.

Para o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, marketing é sim uma atividade que mexe com "produto", mas quando o assunto é político, o especialista faz a ressalva de que o candidato é a parte mais interessada porque participa da sua "venda".

"O candidato não é um sabonete, nunca considerei um candidato meu um sabonete. O candidato fala e sabonete não fala. O sabonete você coloca na gôndola. Você está no comando de tudo. Mas com o candidato não. O candidato tem uma historia de vida que você não comanda".

"Não dá para dizer que o marketing construiu o candidato, mas sim uma imagem a partir daquele candidato. O (Gilberto, prefeito reeleito em São Paulo) Kassab (por exemplo) tinha algo a mostrar, apesar de desconhecido, e ficou a frente da adversária. O eleitor acaba indo para o lado 'menos pior', disse.

Sobre o mesmo tema, Emannuel Publio Dias, diretor de marketing da ESPM, explica que Kassab contou com a vantagem de ser um desconhecido, enquanto a sua adversária, a petista Marta Suplicy, já tinha "bagagem".

O marqueteiro que reelegeu o candidato Beto Richa (PSDB) e Curitiba já no primeiro turno, Nelson Biondi, afirma que a função do marketing político é fazer o candidato sair da campanha "maior que entrou". Eu vi nessa eleição candidato sair menor do que entrou. Ou que não ganhou e saiu maior - como o (Fernando) Gabeira", resumiu o publicitário, que também foi responsável por campanhas como as de Paulo Maluf, Celso Pitta e José Serra.

Marketing eleitoral x Marketing Político

Publio Dias explica que no Brasil há uma confusão quanto ao trabalho do marketing político e eleitoral. Segundo ele, se faz pouco marketing político nas eleições, que é visto como uma ação "permanente", como se o candidato cobrasse um feedback do eleitor que o concedeu o mandato.

"É por isso que de dois em dois anos tem de se fazer um verdadeiro 'varejo eleitoral'. O que se faz é marketing eleitoral, o político deveria ser feito pelos partidos. (Mas) Como os partidos são fracos, não se faz".

O diretor da ESPM desconhece políticos que mantém vínculo com o eleitor e cita o partido do presidente Lula no passado como exemplo da prática. "Não é feito por partido nenhum. O PT fazia e talvez até faça um pouco (atualmente). Mas político não conheço nenhum", finaliza.

 

Especialista: 45% dos eleitores estarão indecisos no dia da eleição

http://www.reporterdiario.com.br/index.php?id=99370&secao=1

Repórter Político
02/10/2008

Leandro Amaral

De acordo com a última pesquisa Ibope, menos da metade dos entrevistados já tem candidato a vereador. Ao todo, 52% não lembram em quem votaram para a Câmara em 2004. Para angústia daqueles que almejam o voto, segundo a ABCOP (Associação Brasileira de Consultores Políticos) no dia do pleito, 45% dos eleitores não terão decidido o voto para vereador. Já na disputa ao Executivo, o número é menor: 15%. O resultado é fruto do dados colhidos nas últimas eleições municipais nas cidades de Teresina (PI), São Paulo e Curitiba (PR).

"Não existe mágica, nem varinha de condão. Se até agora o eleitor não foi convencido, nada poderá ser feito nesta reta final que de um excelente resultado. Marketing pessoal é trabalho com tempo. Não adianta o candidato se matar agora nos últimos dias. Ele tem que confiar na campanha que fez, pois chegou o momento de colher o que foi plantado ao longo dos três meses do período eleitoral", afirma o presidente da ABCOP, Carlos Manhanelli, também especialista em marketing eleitoral.

Segundo ele, a "obrigação do voto" é um dos fatores preponderantes no cenário dos indecisos. "O Brasil tem um viés muito forte que é o voto obrigatório, a partir do momento que se interpreta como obrigatório, culmina neste índice alto, pois têm pessoas que não se interessam pela política e nem pelo destino da cidade", explica.

Para Manhanelli, a indecisão dos eleitores acabará no dia que terminar a obrigatoriedade do sufrágio. "Defendo como principio democrático, porque voto consciente é um direito que se usa ou não, você não precisa ser obrigado a isso", destaca. "Quem defende o voto obrigatório é quem acredita que o povo não sabe votar e está na hora do povo brasileiro ter consciência de discernir o que é bom ou não", observa.

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Carlos Ayres Britto, concorda com a tese do fim da obrigatoriedade. No entanto, defende que a mudança não seja radical. "Eu entendo que temos um encontro marcado com esse tema no futuro e a legislação consagrará, como em outros países, a voluntariedade do voto. O eleitor comparecendo porque quer participar efetivamente do processo eleitoral e se engajando nas campanhas com mais conhecimento de causa e determinação pessoal", disse Britto, em entrevista a programa da TV Brasil.

Britto afirma que, no momento, a democracia brasileira ainda precisa ser cristalizada. "Como rito de passagem, a obrigatoriedade do voto deve permanecer ainda por mais tempo. Até que a democracia se consolide e que a economia chegue mais para todos", ressaltou.

Por outro lado, uma das coordenadoras da ONG Voto Consciente discorda da visão do ministro. Para Rosângela Giembinsky o fato da obrigação não muda o pensamento do eleitor. "Não acredito, penso que o descaso em relação à política é o principal fator, e com este a acomodação do cidadão", rebate. Ela acredita, porém, que as cidades que não possuem propaganda eleitoral gratuita na televisão - como é o caso do ABC - prejudicam o crivo do eleitor. "As cidades que recebem as campanhas de outros municípios, acabam sem um espaço mais efetivo para chegar informação às pessoas. Penso que isso contribui e muito para este resultado (indecisos) em vésperas", explica. "Acredito, porém, que é possível ter informações por meio de amigos e pessoas confiáveis para fazer a melhor escolha", sugere.

Nesta questão, é a vez dos especialistas discordarem da integrante da ONG. "De nada adianta achar que faz falta o rádio e a televisão se a população não se informa das noticias e dos fatos da cidade por esses veículos. Portanto a inexistência de veículos de massa não prejudica a formação do voto pelo eleitor. Cidades que têm esses veículos nem sempre os tem como referência das noticias isentas do município", contra-argumenta Carlos Manhanelli.

No domingo (5), o primeiro voto na urna é para vereador, com cinco dígitos. Depois de conferir o nome e a foto, é só confirmar na tecla verde. Se o eleitor preferir, pode votar nos candidatos de determinado partido sem escolher um nome específico. Isso é o chamado voto de legenda. Neste caso, são só dois dígitos: o número do partido. Depois, é só conferir e confirmar.

Na seqüência, o crivo será para o prefeito, com dois dígitos. Depois de conferir o nome e a foto do candidato e também do vice (novidade), é só confirmar também na tecla verde. Se o eleitor preferir, pode não optar por nenhum postulante. Para isso, basta apertar a tecla branco ou digitar um número que não pertença a nenhum dos pleiteantes.

 

 

 

Período eleitoral põe marquetólogo à prova

FOLHA DE SÃO PAULO
http://www1.folha.uol.com.br/folha/classificados/empregos/ult1671u426609.shtml

27/07/2008 - 09h00

IGOR GIANNASI
colaboração para a Folha de S.Paulo

Quando, em agosto, entrar no ar o horário eleitoral de rádio e TV, estará à prova a principal missão do profissional de marketing político: convencer os cidadãos de que seus clientes --candidatos a vereador ou a prefeito-- merecem um voto. Ouça podcast.

Os marquetólogos, também chamados de marqueteiros --às vezes em tom pejorativo--, fazem parte de uma carreira multidisciplinar que inclui profissionais como jornalistas, publicitários e relações-públicas.
Divididos entre os salários atrativos e as dificuldades que enfrentam no mercado de trabalho, esses profissionais unem-se em torno de duas paixões: política e comunicação.

Esse foi o motivador para a publicitária Gil Castillo, 40, ingressar no marketing político. Seus primeiros passos nesse universo se deram na prática, em uma campanha em 1992.
Só mais tarde procurou se especializar na área. "Existe uma ciência por trás disso, que exige estratégia e planejamento", diz.

O mesmo caminho, da prática aos estudos, foi percorrido pelo especialista em marketing político Ciro Pedroza, 44.

Trabalhando com radiojornalismo, Pedroza teve o primeiro contato com a área em 1982, ao participar de uma campanha ao governo do Rio Grande do Norte. Nos anos sem eleição, voltava ao jornalismo.
Em São Paulo desde 2000, fez mestrado em comunicação política e especializou-se em consultoria na área de rádio. "Há vários mitos na profissão, como o de que é o marqueteiro quem elege o candidato."
Cuidados na carreira

Segundo o diretor de marketing da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), Emmanuel Publio Dias, um dos aspectos da profissão é que a remuneração é concentrada.
"O que se ganha na campanha corresponde à quantia que o profissional receberia em um ano na sua atividade anterior."

Carlos Manhanelli, presidente da Abcop (Associação Brasileira dos Consultores Políticos), ressalta que, ao migrar para a área política, é preciso ponderar as dificuldades para retornar a seu campo habitual. "As empresas têm preconceito contra os profissionais que fizeram campanha política", diz.
Outro risco, completa Dias, é o de, na campanha, o especialista ficar totalmente mergulhado nela, a ponto de perder contato com o seu mercado de trabalho.

Obstáculos

Para o publicitário e jornalista Chico Santa Rita, que tem 30 anos de experiência na área, o segmento enfrenta o problema da falta de qualificação. "No Brasil não existe uma preparação para essa carreira como ocorre em outros países."

O consultor Gaudêncio Torquato acrescenta que a atividade só é valorizada por parte dos políticos nos anos eleitorais: "Eles deveriam perceber que, depois de eleito, o candidato ainda precisa de visibilidade."

 

Consultor critica normas sobre propaganda na internet
Tempo real - 01/07/2008 16h08
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=124306

O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, criticou há pouco as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que proíbem a propaganda eleitoral na internet. Em sua opinião, isso prejudica candidatos e eleitores, que poderiam receber informações via e-mail ou "torpedos" nos celulares. Para Manhanelli, a internet é a forma mais barata de se fazer campanha eleitoral.

Em fevereiro deste ano, o TSE publicou uma resolução (22.718) segundo a qual a propaganda eleitoral na internet será permitida em página do candidato destinada exclusivamente à campanha. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, ao interpretar a norma do TSE, permitiu que os candidatos façam propaganda eleitoral em site próprio, em seus blogs e páginas em sites de relacionamento, como o orkut. Essa norma vale apenas para o Rio.

Carlos Manhanelli participa da audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática para discutir a regulamentação do uso da internet nas eleições municipais deste ano.

A reunião ocorre no plenário 13.

Gazeta de Ribeirão - Cidade
DÁRCY TEM MAIS TEMPO NA TV
http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1583409&area=92020&authent=267F309BF5FA909FC63B0065432994
A deputada terá em média dez minutos no horário eleitoral
MAURÍCIO MORAES
Gazeta de Ribeirão
mauricio.moraes@gazetaderibeirao.com.br

A deputada estadual Dárcy Vera (DEM) será a candidata com maior tempo de TV e rádio na campanha para a Prefeitura. O horário ainda será distribuído pela Justiça Eleitoral, mas a Gazeta fez duas simulações com base na Resolução 22.781, do Tribunal Superior Eleitoral, que define como ocorrerá a divisão. Se houver seis candidatos, Dárcy terá 10 minutos e 15 segundos em cada bloco do horário gratuito. Se forem oito, a parlamentar terá 9 minutos e 51 segundos. A quantidade representa cerca de 35% do total.

Em segundo lugar vem o prefeito Welson Gasparini (PSDB), que pode ficar com entre 6 minutos e 51 segundos e 6 minutos e 27 segundos. Depois aparece Feres Sabino (PT), com entre 5 minutos e 49 segundos e 4 minutos e 48 segundos. Os outros adversários não devem ter mais do que 2 minutos e 30 segundos cada. No primeiro cenário, a simulação reúne Dárcy, Gasparini, Feres, um nome do PTB, Rubens Chioratto Júnior (PSOL) e Fátima Fernandes (PSTU). Na segunda análise foram incluídos José Antônio Lages (PC do B) e Rafael Silva (PDT).

Na opinião de especialistas, o tempo acumulado pela deputada só será traduzido em votos se for bem aproveitado. “Dá uma clara vantagem, mas ela pode perder no campo das idéias”, afirmou o estrategista Bruno Hoffmann. Para o consultor Rubens Figueiredo, a TV é a grande mídia de qualquer campanha. “Mas tem que ter o que falar e tem que produzir um programa de boa qualidade.” Já o consultor Carlos Manhanelli acha que a quantidade de minutos não significa nada. “Quem muito fala acaba dando bom dia a cavalo”, disse.

Dárcy não quis dar entrevista. Sua assessoria de imprensa informou que ela usará o tempo de TV para apresentar projetos. Gasparini disse que aproveitará sua parcela da “melhor maneira”. “O tempo será suficiente para a campanha”, afirmou. Feres Sabino disse que só precisa de cinco minutos. “Vai dar para conhecer nossas propostas.”

O horário eleitoral terá dois blocos de 30 minutos, divididos em dois períodos: às 7h e ao meio-dia no rádio e às 13h e às 20h30 na televisão. O tempo a que cada candidato tem direito poderá ser separado em inserções de 15 a 60 segundos, distribuídas pela programação. A propaganda dos candidatos a prefeito será transmitida às segundas, quartas e sextas-feiras, de 19 de agosto a 2 de outubro.

 

Justiça é criticada por restringir uso da Internet nas eleições 

WWW.VERMELHO.ORG.BR
1 DE JULHO DE 2008 - 16h35

A justiça eleitoral foi duramente criticada pelos palestrantes que participaram da audiência pública sobre a regulamentação do uso da Internet nas eleições municipais de 2008, na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos deputados, nesta terça-feira (1o). O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ari Pargendler, convidado para o debate, não compareceu e perdeu a oportunidade de se justificar perante os demais palestrantes e parlamentares sobre as limitações que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer impor no uso da Internet nas eleições.
O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos (Abcop), Carlos Manhanelli, fez um defesa apaixonada da liberação do uso da Internet, citando o caso de outros países, como Estados Unidos e Espanha, onde o uso é liberado. Ele alega que ao restringir o uso da Internet, cuja principal característica é a interatividade, a Justiça eleitoral promove uma restrição semelhante à proibição de conversa entre vizinhos.
Ele lembra que o telefone, que tem o uso liberado nas eleições, possui as mesmas características da Internet e portanto deveria ser adotado tratamento similares para veículos iguais. O palestrante destacou o tratamento desigual também entre jornal impresso e Internet – dois veículos que não são concessões públicas – mas que, enquanto no jornal é liberada venda de espaço publicitário; na Internet, não.
“Por analogia, esse veículos deveriam ter o mesmo tratamento”, defende Manhanelli, que imprimiu o tom dos discursos dos demais palestrantes.
Ele criticou a posição da Justiça de querer legislar sobre o assunto e ao mesmo tempo não criar regras, decidindo que julgará cada caso de uso da Internet individualmente. E não poupou adjetivos para definir a posição da justiça eleitoral: “anacrônica, atrasada e obscurantista”.
Manhanelli alegou ainda que a Internet é o veículo de comunicação que melhor atende a legislação eleitoral, que permite que até a véspera da eleição seja feita manifestação silenciosa, lembrando que a Internet não faz barulho. E que as leis vigentes querem baratear as campanhas eleitorais, sendo a Internet a mais barata de todos as mídias.
O diretor-presidente do portal IG, Caio Túlio Costa, admitiu que acompanharia o tom do discurso de Manhanelli na defesa do uso da Internet na campanha eleitoral. Disse ainda que o IG não ia ficar parado diante das decisões judiciais. E que combateria as medidas que permitem aos candidatos apenas o uso de uma página fixa.
Para Caio Túlio Costa, a Justiça eleitoral está promovendo um “processo de asfixia” nas eleições no Brasil. E enumerou todos os setores que são prejudicados por essas medidas – os eleitores, os candidatos, os portais, as finanças da Internet, a constituição federal e a democracia.
A avaliação dele é que os juizes eleitorais ignoram que a Internet é uma nova mídia e não pode ser tratada como a velha mídia que faz um movimento só, “despejando informação na cabeça do eleitor”, disse, enfatizando a característica interativa da Internet. Segundo ele ainda, a quantidade de informações que circula na Internet é ilimitada, permite o armazenamento de dados para serem pesquisados, analisados, checados etc. “Cabe todo mundo na Internet”, lembrou.
Para o pesquisador do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), Francisco Brandão, a Internet está em estágio inicial de desenvolvimento, portanto não caberiam regras restritivas. “O que deveria ocorrer é o contrário, respeitando a fase atual da Internet”, afirmou.
Ele defende a elaboração de regras, mas enfatiza a necessidade da discussão do tema com a participação de todos os segmentos da sociedade, “e não uma decisão isolada”, alfinetou. Para ele, as regras deveriam criar estímulos para que os partidos investissem na Internet. Também sugeriu a criação de portais que abrigassem os sites dos candidatos.
Normas restritivas
O deputado Júlio Semeghini (PSDB-SP), que propôs o debate, lembra que, por falta de legislação específica, normas anteriores à existência da Internet têm sido utilizadas para regulamentar a propaganda virtual. "Ainda que tal estratégia venha cumprindo um papel fundamental de cobrir o vácuo legal existente, o fato é que esse tipo de regulação por afinidade temática termina por gerar um ambiente de incerteza e insegurança", avalia.
O Tribunal Superior Eleitoral publicou em fevereiro uma resolução segundo a qual a propaganda eleitoral na Internet será permitida em página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.
Conforme a resolução, no primeiro turno, a página poderá ser mantida até a antevéspera da eleição, ou seja, até 3 de outubro. Candidatos e partidos políticos consideram a norma restritiva, pois não permite campanhas por diários eletrônicos (blogs), sites de vídeo, comunidades on-line ou e-mails.
De Brasília
Márcia Xavier

 

Mama África

OLHAR DIRETO
http://www.olhardireto.com.br/colunas/coluna.asp?cod=13054
11/07/2008 às 07:49

O marquetólogo e publicitário Carlos Manhanelli foi nomeado coordenador de um seminário sobre política africana na Universidade de Salamanca. Isso por causa da experiência que tem em campanhas e trabalhos políticos na África e por ser professor da universidade. Um dos convidados que já confirmaram presença é professor Alberto Neto Sobrinho, neto de Agostinho Neto, o grande herói de Angola e presidente do PDA - Partido Democrático de Angola. Outra palestrante é a Carmina Sanchis-Ruescas, diretora do IFES (ONG americana especializada em sistemas eleitorais), que trabalhou no Congo desde 2006. Manhanelli, que já desenvolveu trabalhos em Angola (Professor no CEFOJOR - Centro de Formação de Jornalistas de Angola) é professor no curso de formação política e eleitoral pela Fundação Conrad Adenauer na África do Sul e em Moçambique, também proferirá palestra. O evento deve ocorrer na Espanha, em 2009. Além da competência, Manhanelli é uma pessoa que conquistas seus clientes por conta de sua sinceridade, simpatia e desprendimento. O mesmo vale para os amigos. Parêntese: fazer campanha aqui no Brasil é fichinha perto dos embates na América do Sul e, sobretudo, na África.
Da Redação

 

Why Lula Will Win
By Andrew Downie/Recife, Brazil Thursday, Sep. 28, 2006
http://aolsvc.timeforkids.kol.aol.com/time/world/article/0,8599,1540393,00.html

When Luiz Inacio Lula da Silva took over as Brazil's president four years ago, millions of citizens celebrated by splashing around in fountains, dancing on rooftops and waving red flags in the streets. They passionately believed the unlettered former shoeshine boy would make Brazil a safer, fairer and happier place, and he promised them one thing. Minutes after donning the presidential sash, he vowed: "If at the end of my mandate every Brazilian has the opportunity to eat breakfast, lunch and dinner, I will have accomplished my life's mission."

Today, at the end of a four-year term that will be remembered as much for corruption and cynicism as for economic stability or attempts to right the country's myriad social wrongs, those voters are no longer celebrating Lula. The optimism that marked his election has been replaced by unease, and the hope by resignation. Still, Lula is more popular than ever. His approval rating of 52% is the highest on record for a sitting president, and he is odds-on favorite to win a second four-year term when voters go to the polls on Oct. 1. Why? Because he kept his three-meals-a-day promise.

Lula's initial program to feed the poor was called Fome Zero, but after nine months of teething troubles and mismanagement it morphed into Bolsa Familia, a collection of programs centered around an existing scheme that paid mothers to ensure their kids stay in school. The Bolsa Familia gives households earning up to $56 a month per head a monthly allowance of between $7 and $43. Families earning up to $27 are entitled to $21 more depending on the number of children, pregnant females or young mothers. To qualify, kids between the ages of 6 and 15 must attend at least 85% of classes and they must have all the vaccinations and pre-natal care on offer.

Overall, 11.1 million families, or around 45 million people, are supported by the program, at a monthly average of around $30 per family. That's enough to ensure that everyone is fed — and also enough, experts say, to almost guarantee Lula's reelection.

"The redistribution of wealth to the poor has been the fundamental factor in explaining why Lula is ahead in the polls," says Carlos Ranulfo de Melo, a professor of politics and author of two books on Brazil's political parties. "There is more money around and it is reaching more people." The purchases made by those people, economists say, are helping breathe life into the economy, especially in the places where it was suffering. While retail sales in the south actually dropped 0.29% in the year ending May 2006, they rose 16% in the impoverished north and northeast thanks largely to the injection of Bolsa Familia cash, says Marcelo Neri, director at a Rio business school and author of a recent report on inequality. "In some places that were so poor that money practically didn't exist, you greased the wheels," Neri said. "That's because of the Bolsa Famila, the rise in the minmum wage and other such programs. There is a clear link."

That is good news but Lula probably wasn't thinking of it when he launched the program. The project in fact, wasn't even his. Lula adapted an existing program and his masterstroke was to alter the way aid was disbursed. Previously, federal funds for similar programs were given to municipalities and were therefore subject to the vagaries of local powerbrokers. Lula gave the poor a cash card so they themselves could go to the bank and take out their monthly allowance. "The poor didn't always get the money," said Carlos Manhanelli, president of the Brazilian Association of Political Consultants. "Lula changed it. Today, the money that didn't always get there arrives and it is seen as coming from Lula."

Other programs such as those taking electricity to rural communities, water to desert hamlets, and nutritional information to schools have also boosted Lula's standing among the poor, as did a 23% increase in the minimum wage over the last two years. Together, these measures have contributed to a reversal of the seemingly endless trend of the poor getting poorer and the rich getting richer.
Since 2001, the income of the poorest 10% of Brazilians has risen 23%, while the income of the richest 10% fell by 7.5%, according to Neri. "The period since 2001 is one in which we've seen the biggest reduction in inequality in 36 years. I think this is a historic and important moment. We are changing Brazil."

Lula paid for the program by cutting spending during his first two years in office, but he has been handing out more money in the lead-up to the election and he will have to tighten his belt again if he wins another term, economists agree. Growth is stunted — at an average of 2.6% over the last three years, it is around half the Latin American average and way behind rival emerging markets such as like China and India — but his success with the Bolsa Familia makes victory almost certain, in spite of his lack of action elsewhere. Although he failed to enact the political, union, labor, agrarian or tax reforms he promised, polls put him between 22 and 25 points ahead of nearest rival, Geraldo Alckmin, and within reach of the overall majority that would avoid a run-off on Oct. 29.

His personal popularity has even convinced many voters to overlook the corruption scandals that forced many of his closest advisors to resign and destroyed the credibility of his Workers' Party (PT). "Lula is no saint, he probably steals a little," said Silvana de Oliveira, an unemployed mother who gets $30 a month from his government. "[But] without the Bolsa Familia I couldn't afford anything. It isn't a lot, but people in precarious situations like me count on it."

Lula denies being aware that his government paid legislators for Congressional support and says the PT's campaign finance violations were merely a continuation of long-standing practices. Just to be sure, he has distanced himself from his party and is running almost as an independent, lapping up the support of former enemies in some states and ignoring his own party's candidates in others. The accusations, nevertheless, have taken their toll. Almost a third of all Congressmen and women are implicated in one scandal or another and confidence in politicians is at an all-time low. That's another reason Lula is a shoo-in to win four more years. Having found a politician that keeps a campaign promise, Brazilians are loath to ditch him.

 

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